A história
Esta história, para mim, começou com a decisão de viajar para a Europa e a possibilidade de obter minha cidadania. Não imagina que resgataria tanta informação e que conheceria muito mais de minha família que nenhum de nós havia sabido.
Em 31 dezembro de 1888, chega ao porto de Vitória, capital do Espírito Santo no Brasil o navio ADRIA, trazendo mais uma leva de imigrantes italianos para trabalhar na lavoura.
Neste navio, chega Enrico Palazzi aos 38 anos de idade, com a esposa Antonia Néri (31 anos) e seis filhos pequenos: Clarice (13 anos), Ersilio Emilio (11), Aldo (8), Maria Luigia (6), Anna Maria (4) e o bebê Cesira, com alguns meses.
Após a quarentena na hospedaria de Vitória a família se dirigiu para a fazenda Pau Gigante, onde adquiriram o primeiro lote de terra para que dele pudessem retirar o sustento da família.
Já no Brasil, o casal Enrico Palazzi e Antonia Néri teve mais dois filhos: Francisco e Margarida Palassi.
Como era costume na época, os cartórios “abrasileiravam” os nomes dos imigrantes para facilitar a comunicação no novo país. Desta forma, os documentos da família que foram lavrados em seguida constam o sobrenome com “ss” e não “zz’, ou seja Palazzi passou a ser escrito Palassi e Enrico, virou Enrique e mais tarde Henrique.
Na busca das certidões para construção da árvore, encontramos documentos muito interessante e valiosos para a memória de nossa família, como o passaporte de Enrico Palazzi, a carteira de alistamento no exército Italiano, e a certidão de casamento e batismo.
Enrico Palazzi, nasceu em 17 de abril de 1850 na cidade de Finale Emilia, Modena na Itália e foi batizado com o nome de Domenico Enrico Pulcilmo Isaja Palazzi e casou se com Antonia Néri em 24 de novembro 1874.
quarta-feira, 9 de maio de 2007
Cada vez que descubro uma nova informação de minha família, desperta ainda mais a curiosidade em saber detalhes da vida dos meus bisavós.
Sou Paulistano, um dos poucos Palazzi da Emilia Romagna neste estado, pois grande parte da família permaneceu no Espírito Santo.
No final de 2006 tive oportunidade de voltar ao Espírito Santo para visitar minha família, como costumo fazer há muitos anos. Porém desta vez a viagem teve um sabor especial.
Fiz questão de visitar não apenas meus familiares, mas também lugares onde viveram meus avós, bisavós, tios, primos, etc. Conversei com pessoas da região, querendo buscar sempre uma nova informação, um detalhe inusitado.
Descobri que Enrico Palazzi, apesar de vir para o Brasil em condições muito difíceis, era um homem muito firme e lutava muito pela sua dignidade e para a sobrevivência de sua família.
Quando chegou ao Brasil, ele possuía uma profissão e declarava com muito orgulho que era sapateiro.
Enrico manifestou-se contra o colono responsável pelos lotes entregues aos imigrantes italianos recém chegados da Europa, declarando que as suas dificuldades para se estabelecer seriam ainda maiores que os outros, tendo em vista ser agricultor.
Mesmo com um lote inteiro de mata virgem, sem ao menos um cobertor para alojar sua família com mulher e crianças, ele lutou.
Pergunto-me se teve sorte. Acredito que sim, porém sua origem e cultura moldaram uma personalidade guerreira, com valores e princípios justos. Sua história comprova que a sorte foi um mero detalhe.
Todos os seus filhos conseguiram sobreviver, construir, formar família e dar continuidade a este belo sobrenome.
- Clarisse, casou –se com Anotonio Bissi e foi uma importante parteira em Acioly, trazendo ao mundo muitos bebês da região.
- Ersilio Emilio casou –se com
- Aldo erradicou-se em Aracruz.
- Maria Luiggia casou-se com Carlos Benezoli
- Anna Maria
- Cesira casou-se com Eugênio Favato
- Francisco casou-se com Luisa Calimã
- Margarida casou-se João Benezoli
.
Durante algum tempo tive dúvidas sobre a sobrevivência do pequeno bebê que veio no Adria com pouco meses de vida. Porém, o destino me reservou uma imensa surpresa. Tal satisfação foi imensa ao saber que a piccola Cesira, não só sobreviveu, como se casou e teve XXX filhos, os quais tive oportunidade de conhecer dois deles, quando estive em Acioli: Alendina Favaratto e Hildo Favaratto.
Alendina, ou Arlinda, como todos lhe conhecem. Uma senhora fantástica! Com mais de oitenta primaveras, entende de computação, navega na internet, conversar via e-mail, pratica dança de salão e acreditem: dirige automóvel.
Hildo, uma pessoa indescritível. Visitar a sua casa e conversar com ele é praticamente uma viagem no tempo. Posso dizer que foi um dos dias mais prazerosos que passei nesta viagem. Ele ainda vive com a sua família no casarão que foi de seus pais. Uma casa linda e ainda muito bem conservada.
Sou Paulistano, um dos poucos Palazzi da Emilia Romagna neste estado, pois grande parte da família permaneceu no Espírito Santo.
No final de 2006 tive oportunidade de voltar ao Espírito Santo para visitar minha família, como costumo fazer há muitos anos. Porém desta vez a viagem teve um sabor especial.
Fiz questão de visitar não apenas meus familiares, mas também lugares onde viveram meus avós, bisavós, tios, primos, etc. Conversei com pessoas da região, querendo buscar sempre uma nova informação, um detalhe inusitado.
Descobri que Enrico Palazzi, apesar de vir para o Brasil em condições muito difíceis, era um homem muito firme e lutava muito pela sua dignidade e para a sobrevivência de sua família.
Quando chegou ao Brasil, ele possuía uma profissão e declarava com muito orgulho que era sapateiro.
Enrico manifestou-se contra o colono responsável pelos lotes entregues aos imigrantes italianos recém chegados da Europa, declarando que as suas dificuldades para se estabelecer seriam ainda maiores que os outros, tendo em vista ser agricultor.
Mesmo com um lote inteiro de mata virgem, sem ao menos um cobertor para alojar sua família com mulher e crianças, ele lutou.
Pergunto-me se teve sorte. Acredito que sim, porém sua origem e cultura moldaram uma personalidade guerreira, com valores e princípios justos. Sua história comprova que a sorte foi um mero detalhe.
Todos os seus filhos conseguiram sobreviver, construir, formar família e dar continuidade a este belo sobrenome.
- Clarisse, casou –se com Anotonio Bissi e foi uma importante parteira em Acioly, trazendo ao mundo muitos bebês da região.
- Ersilio Emilio casou –se com
- Aldo erradicou-se em Aracruz.
- Maria Luiggia casou-se com Carlos Benezoli
- Anna Maria
- Cesira casou-se com Eugênio Favato
- Francisco casou-se com Luisa Calimã
- Margarida casou-se João Benezoli
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Durante algum tempo tive dúvidas sobre a sobrevivência do pequeno bebê que veio no Adria com pouco meses de vida. Porém, o destino me reservou uma imensa surpresa. Tal satisfação foi imensa ao saber que a piccola Cesira, não só sobreviveu, como se casou e teve XXX filhos, os quais tive oportunidade de conhecer dois deles, quando estive em Acioli: Alendina Favaratto e Hildo Favaratto.
Alendina, ou Arlinda, como todos lhe conhecem. Uma senhora fantástica! Com mais de oitenta primaveras, entende de computação, navega na internet, conversar via e-mail, pratica dança de salão e acreditem: dirige automóvel.
Hildo, uma pessoa indescritível. Visitar a sua casa e conversar com ele é praticamente uma viagem no tempo. Posso dizer que foi um dos dias mais prazerosos que passei nesta viagem. Ele ainda vive com a sua família no casarão que foi de seus pais. Uma casa linda e ainda muito bem conservada.
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